Se você pesquisou PVsyst e caiu aqui, comece pela parte que não está em discussão: o PVsyst é o padrão desde 1992, a ferramenta que bancos e engenheiros independentes esperam antes do fechamento financeiro.
A pergunta que vale é mais estreita. O PVsyst simula quanta energia uma usina solar (em Portugal, central fotovoltaica) vai gerar. Outra coisa precisa decidir como ela se apoia em terreno real: onde ficam as fileiras, quanta terra se move, qual o comprimento de cada estaca, por onde passa o cabo. Esse trabalho vem antes da simulação e define se a usina simulada é a usina que dá para construir.
O assunto aqui é geração centralizada, usina de grande porte em solo, não geração distribuída em telhado. Existe também a versão em inglês.
O que o PVsyst faz bem
O PVsyst é o simulador de geração de referência. Motor de sombreamento, cadeia de perdas e base meteorológica foram validados em milhares de projetos. Ele entrega sombreamento próximo e de horizonte, diagrama de perdas, performance ratio e as probabilidades P50 e P90 que os bancos leem. Traz também VPL, TIR, LCOE, ROI e payback, e desde o fim de 2025 simula o comportamento de baterias: autoconsumo, peak shaving e deslocamento de carga. Tem nota 4,5 de 5 no G2.
Se o seu projeto precisa de um relatório de geração aceito pelo financiador, você precisa do PVsyst. Não existe substituto.
O que o PVsyst nunca foi feito para fazer
O PVsyst é uma ferramenta de simulação, não de projeto. Ele não otimiza um layout (arranjo) contra o terreno. Não compara abordagens de terraplenagem nem estima volumes de corte e aterro. Não roteia cabo nem calcula queda de tensão por string. Não dimensiona estacas contra o solo. Não gera desenhos de construção.
O atrito aparece no construtor de cena 3D. Em terreno de usina fotovoltaica de grande porte, as equipes esbarram nos mesmos problemas, documentados nos fóruns de suporte do PVsyst:
- Limite de memória. Modelos 3D acima de 1 GB ou de 500 000 vértices travam o PVsyst com frequência, e terreno detalhado de um sítio grande passa disso com facilidade.
- Decimação forçada. Para caber no limite, o usuário simplifica fotogrametria e nuvem de pontos, e joga fora o detalhe que justificou o voo do levantamento.
- Orientação errada na importação. DAE e 3DS não carregam metadados fotovoltaicos, então o PVsyst depende de atribuição manual de faces. Mesas em retrato aparecem onde se queria paisagem, e em versões recentes isso vira erro duro que bloqueia a simulação bifacial.
- Retrabalho manual. Corrigir mesa por mesa faz objetos passearem pela cena, e recalibrar custa horas.
Nada disso é motivo para abandonar o PVsyst, e sim para parar de pedir a ele que monte a cena do terreno.
O que o PVX.Cad faz antes do PVsyst
O PVX.Cad roda dentro do AutoCAD, na sua máquina, na resolução cheia do terreno, com o levantamento no formato que você já tem: KML e KMZ, nuvens LAS e LAZ, CSV ou curvas de nível. Sem decimação, sem teto de vértices.
Dessa superfície saem as decisões que o PVsyst nunca vê:
- Declividade direcional e solo em 7 níveis de dureza, com a rocha no desenho antes de a escavadeira chegar.
- Três caminhos de terraplenagem, cada um com volumes de corte e aterro. Um sítio com 44% de rocha dura e declividades de até 45% foi terraplenado de três maneiras. A abordagem escolhida reduziu o movimento de terra de 118 225 m³ para 34 819 m³, 70% menos, o equivalente a 727 000 USD.
- Comprimento de estacas contra a superfície real, em CSV de cravação de estacas ou planilha de compras com fórmulas vivas (Inputs, Pile Schedule, BoQ, Procurement).
- Análise de colisão, que confere cada mesa contra o terreno em que ela se apoia e refaz a terraplenagem das fileiras reprovadas como uma única superfície contínua e construtível, com o menor corte e aterro possível.
- Roteamento automático de cabeamento CC com queda de tensão por string, nas topologias Line, U e Leapfrog. Em uma usina de 130 MWp, a escolha de topologia valeu 430 000 USD e 14% menos cabo.
- O resto do pacote: diagrama unifilar, BoQ em quatro planilhas, layout de BESS, estradas internas, controle de erosão e um Design Health Check antes de o desenho sair.
Módulos e inversores entram pelos mesmos arquivos PAN e OND do PVsyst, e o dimensionamento de strings é conferido contra as regras dele antes da exportação. Veja terraplenagem e movimento de terra e projeto de usina solar.
A exportação: PVCollada 2.0 corrigida pelo terreno
A passagem de bastão é uma exportação PVCollada 2.0, um .pvc2 que o PVsyst importa nativamente: hierarquia elétrica completa (transformadores, string boxes, inversores, cabeamento), corpos 3D posicionados, limite do projeto, malha do terreno e objetos de sombreamento. Mesas leste-oeste saem como duas faces fixas. Módulo e inversor viajam com a geometria: bifacialidade, coeficientes de temperatura, topologia de célula, eficiência do inversor. O arquivo sai sempre em metros.
Dois detalhes fazem o trabalho pesado.
Os equipamentos são assentados sobre o terreno. Cada mesa fica na cota que o solo dá a ela, então a cena de sombreamento simulada é a cena que o sítio vai apresentar. O PVsyst reconhece sozinho as mesas de tracker solar (rastreador solar) como objetos de rastreamento. Não há atribuição de faces, nem conciliação de orientação, nem cena para remontar.
O terreno sai separado, em duas variantes. O PVX.Cad escreve a superfície 3D em CSV compatível com o PVsyst, antes e depois da terraplenagem. A primeira é o solo como foi levantado; a segunda é o que o seu plano de corte e aterro vai deixar, e é essa que importa, porque é a superfície sobre a qual a usina vai ficar. Simular o terreno pré-terraplenagem de um sítio do qual você vai tirar 34 819 m³ dá um número para uma usina que ninguém vai construir.
A importação muda conforme o formato: o PVC 2.0 entra como está, sem rotação, e o clássico PVCollada 1.x em .dae exige X, Y e Z em zero e uma rotação de 180 graus em torno da origem. Nos dois casos, escolha não apagar a cena atual e confirme. O detalhe está na página de integração com o PVsyst.
Um fluxo que roda igual em qualquer mercado
Nada disso é regional. A exportação se comporta igual no Brasil, em Portugal, na Espanha, na Turquia ou na Índia: mesmo .pvc2, mesma geometria assentada, mesmo CSV de terreno antes e depois, mesmos dados de PAN e OND. A prática local muda o vocabulário do desenho, não a passagem de bastão.
O que cada ferramenta entrega, e para quem
| Tarefa | Ferramenta | Saída |
|---|---|---|
| Terreno, declividade, solo | PVX.Cad | Superfície classificada no AutoCAD |
| Terraplenagem | PVX.Cad | Três abordagens com corte e aterro |
| Fundações | PVX.Cad | CSV de cravação de estacas, planilha de compras |
| Layout e colisão | PVX.Cad | Posições construtíveis, relatório de achados |
| Cabeamento CC | PVX.Cad | Rotas por topologia, queda de tensão por string |
| Suprimentos | PVX.Cad | Diagrama unifilar, BoQ em quatro planilhas |
| Entrega da cena | PVX.Cad | PVCollada 2.0 .pvc2, CSV de terreno |
| Simulação de geração | PVsyst | Diagrama de perdas, performance ratio, yield |
| Relatório para financiamento | PVsyst | Probabilidades P50 e P90 |
| Revisão com o cliente | PVX.View | 3D no navegador, sem instalação |
Perguntas frequentes
O PVX.Cad substitui o PVsyst?
Não. O PVsyst segue como o padrão de bancabilidade exigido pelos financiadores. O PVX.Cad faz o terreno, a terraplenagem, as estacas, o cabeamento e a documentação que vêm antes, e exporta o resultado em PVCollada para o PVsyst simular.
O que uma exportação PVCollada 2.0 contém?
Um .pvc2 com a hierarquia elétrica completa, os corpos 3D posicionados, o limite do projeto, a malha do terreno e os objetos de sombreamento. Mesas leste-oeste saem como duas faces fixas, módulo e inversor viajam junto (bifacialidade, coeficientes de temperatura, topologia de célula, eficiência) e o arquivo sai sempre em metros.
O PVX.Cad consegue mandar a superfície já terraplenada para o PVsyst, e não só o terreno original?
Sim. O PVX.Cad exporta a superfície 3D em CSV compatível com o PVsyst, antes e depois da terraplenagem: o terreno de hoje ou o que o seu plano de corte e aterro vai deixar.
Como importo o arquivo no PVsyst?
O PVC 2.0 importa como está, sem rotação. O clássico PVCollada 1.x em .dae exige X, Y e Z em zero e uma rotação de 180 graus em torno da origem. Nos dois casos, escolha não apagar a cena atual e confirme.
Rode a exportação no seu próprio terreno
- Comece um teste gratuito do PVX.Cad, projete sobre o seu terreno e abra o resultado no seu próprio PVsyst.
- Agende uma demonstração e traga um DWG e um levantamento. A terraplenagem e a exportação PVCollada 2.0 rodam ao vivo no seu sítio.